Mostrando postagens com marcador Reviews. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reviews. Mostrar todas as postagens

09 agosto 2009

O iPod shuffle ficou ainda menor... e agora fala!






iPod shuffle
  • Apple

  • Prós: Fala o nome das músicas, é pequeno, tem um clipe para prender na roupa e os controles são no fone
  • Contras: Não possui rádio FM, nem equalizador
  • Conclusão: Player de MP3 simples e fácil de usar, indicado para quem gosta de malhar ou correr ouvindo música
  • Avaliação técnica: 7,9
  • Preço: 359 reais
Ficha técnica
  • 4 GB > MP3, AAC, WAV, AIFF > 1,75 x 4,5 x 0,8 cm > 10,7 g > Duração da bateria: 577 minutos

O
iPod shuffle já se consagrou como o tocador de música mais indicado para quem curte ouvir um som na academia ou na hora da corrida. Agora o caçulinha da Apple passou por um belo regime de emagrecimento e ganhou funções inteligentes. É possível controlar sua playlist sem encostar um dedo no player – basta pressionar os botões do fone para trocar de faixa, mexer no volume e até chamar uma locutora, que diz qual faixa está tocando.

Para ficar pequeno assim, o shuffle perdeu aqueles controles em forma de círculo na carcaça. O corpo do
player é o mais simples possível, com um clipe para prender o aparelho na roupa, um conector P2, no qual se encaixa o fone de ouvido, e um seletor com três posições. Ele apenas liga o aparelho e seleciona o modo de reprodução, que pode ser contínuo ou aleatório.

Todas as demais funções estão no fone, que exige um manual de instruções e boa memória de quem usa o tocador. Anote os comandos aí: com um clique, o botão central pausa a reprodução. Com dois, ele avança uma faixa, e com três, retrocede. O problema é a localização do controle. Se ele ficasse mais embaixo, exatamente na junção dos fios, seria mais fácil para o usuário enxergar o que está apertando.

Mantendo a tecla pressionada, aparece o recurso mais legal – o VoiceOver entra em ação e fala o nome da música. Além de interessante, a funcionalidade é necessária, pois não há um display mostrando informações sobre a faixa. Nos testes realizados pelo INFOLAB, tudo funcionou bem. Na maioria das vezes, o sotaque foi claro, nas músicas em inglês e também nas brasileiras. Mas, neste caso, a locutora falou em português de Portugal.

Ache uma música em mil



O maior problema do
iPod shuffle é a navegação pelas faixas. Segundo a própria Apple, os 4 GB do player podem receber cerca de mil músicas (considerando canções de quatro minutos no formato AAC, comprimidas em 128 Kbps). Como não dá para saltar entre álbuns ou pastas, imagine só a dificuldade na hora de encontrar uma música específica.

Pelo menos o tocador reconhece playlists e permite navegar entre elas. Para isso, é necessário manter o botão pressionado por mais de três segundos. O
player diz o nome do artista e da faixa, depois enumera todas as listas carregadas. Quando o usuário ouve a desejada, basta soltar e pressionar o botão uma vez, aí o player começa a tocar a playlist. Por esse motivo, o shuffle acaba sendo mais indicado para quem gosta de usar a reprodução aleatória ou para quem está acostumado a criar listas.

A transferência de faixas e a recarga da bateria são feitas por meio de um cabo USB/P2. Infelizmente, como em todos os
players da Apple, não dá para arrastar e soltar arquivos de música diretamente na pasta do shuffle. É preciso usar o iTunes, e tem que ser a versão mais nova (8.1). Continuam faltando no aparelho um equalizador e um receptor de rádio FM. E o usuário também terá problemas se o fone quebrar, pois com um modelo genérico o player só funciona em modo aleatório

O iPod nano fininho está de volta



Com a quarta encarnação do iPod nano, a Apple se redime de uma barbeiragem. A versão anterior do player era menor e mais larga que os modelos consagrados – apostava no estilo widescreen, abrindo espaço para os vídeos. Aí Steve Jobs percebeu o óbvio: ninguém gosta de assistir filmes numa tela tão pequena. Para piorar, ainda rolou uma zoação porque o aparelho era gorducho, embora fosse bonito.

As bobagens foram anotadas e corrigidas com louvor nesta geração do nano. Sua tela manteve o tamanho de 2 polegadas e a resolução de 320 por 240 pixels, mas voltou ao formato vertical. E o regime de emagrecimento não poderia ter sido melhor – agora o iPod tem 0,6 centímetro de espessura e bordas mais finas ainda. Por causa das linhas arredondadas, dá para colocar o player até no bolso de moedas da calça jeans.

Se o iPod touch é o player mais desejado do mundo, pela fartura de recursos, a nova versão do nano fez do irmão menor o companheiro perfeito para quem anda de ônibus e quer mais é passar despercebido curtindo seu som (e correndo um risco menor de ser assaltado). Além de mais elegante que o modelo de acrílico com tampa cromada, a carcaça de metal deixa o aparelho mais resistente
A Apple deu outro jeito de resolver o problema de quem gosta de assistir clipes no iPod. Colocou nele um acelerômetro, usado para identificar a posição do aparelho e alterar automaticamente a orientação do programa. Mas o legal disso é que, quando você não está assistindo nada, a tela na horizontal mostra o Cover Flow. Com o aplicativo, dá para navegar pelas capas dos discos e escolher a música por lá.

O tal sensor de posição também permite colocar a reprodução de músicas no modo aleatório com uma chacoalhada. Aí você muda de faixa sempre que balançar o nano. Para quem, ao contrário, gosta de colocar um critério na playlist, é só usar o novo recurso Genius. Trata-se de um sistema responsável por buscar artistas relacionados com o som executado no momento. É um esquema parecido com o da Last.Fm.

A versão 8 do iTunes, que precisa estar instalada em sua máquina para você mandar as músicas para o iPod, também roda o Genius. O aplicativo até recomenda, numa barra lateral, arquivos em MP3 disponíveis para compra na iTunes Store. Tudo relacionado com seu gosto. Mas, nos testes do INFOLAB, a novidade foi só mais uma coisa para encher o saco num programa que não é tão amado assim.

O iPod shuffle merece um lugar no seu bolso?




iPod Shuffle Ficha técnica
  • MP3 Player > 2 GB à 4 GB


O iPod shuffle mais novo não ganhou uma reforma geral, como os outros membros da família de
players da Apple. Mas agora tem cores para todos os gostos. O mais leve e despojado iPod tem corpo minúsculo, sem espaço para tela, e 2 GB de espaço para guardar arquivos.

Mesmo com opções tão avançadas nas lojas, o shuffle continua sendo uma alternativa bacana para quem faz do
MP3 player um companheiro inseparável nas corridas. Ele traz apenas os botões de controle de faixas e volume e, atrás, um clipe para prender o tocador na roupa.

A comunicação com o micro para a transferência de arquivos, via
iTunes, e a recarga da bateria são feitas pela porta USB 2.0 com o auxílio de uma pequena base. O ruim é que o modelo abre mão até de recursos básicos, como equalizador.

O desenho simples e moderno agrada. E o acabamento é em alumínio anodizado, o mesmo material usado no
iPod nano. Vem nas cores verde, azul, rosa e prata. Ele é resistente contra choques e sua bateria durou mais de 12 horas nos testes do INFOLAB.

iPod touch: pra ser iPhone, só falta falar



iPod touch 16 GB


O player de MP3 mais desejado do mundo ficou mais bonito e sofisticado. A Apple carregou o iPod touch com alguns recursos legais e, pelo menos lá fora, colocou o aparelho à venda por um preço razoável (300 dólares, na versão testada, de 16 GB). O modelo está a venda no Brasil por 1 049 reais. É uma alternativa e tanto para quem quer ter quase todos os recursos do iPhone na manga, mas sem ficar atrelado a um plano de operadora.

É claro que o touch ainda é caro, se comparado com a maioria das opções do mercado. Mas, convenhamos, ele não é um player comum – ou tem outro por aí que navega por Wi-Fi, acessa rádios na internet e rola músicas e vídeo com tanto estilo por uma tela de 3,5 polegadas? De seu irmão iPhone, ele só não tem as funções de celular, câmera e GPS. Nesta encarnação, com leitor de e-mail compatível com Outlook e Microsoft Exchange, o bichinho ganha ainda mais utilidade.

Pouca coisa mudou na segunda geração do player. O mais notável é que agora dá para acessar a App Store, por onde você compra milhares de programas e baixa outros tantos de graça – de jogos a coisas mais produtivas, como leitor de RSS. Outra coisa foi a adição de alto-falantes, que não são uma maravilha para ficar ouvindo música, mas quebram um galho na hora de mostrar aquele video do YouTube para os amigos.

Fininho, mas parrudo



Embora as mudanças tenham sido muito sutis em relação ao hardware da primeira geração, pegando o aparelho na mão nota-se que ele ficou mais sofisticado e tão fino que nem dá pra entender como tem tanta coisa dentro da caixinha. O iPod touch tem apenas 8,5 milímetros de espessura. O bom mesmo é que ele passa a impressão de ser mais resistente que a versão 3G do iPhone, por causa da tampa cromada.

Um prático controle de volume foi colocado na lateral. É uma boa para você não precisar ficar mexendo num aplicativo do player toda vez que quiser baixar ou aumentar o som. O design não fica tão limpo quanto a Apple provavelmente queria, mas ganha em funcionalidade.

Recursos de monte



O jeito de organizar os arquivos e mexer neles é uma das coisas mais importante num player. Então a Apple tratou de fazer uma aplicação legalzinha, chamada Genius, que vem na versão 2.1 do firmware. O negócio funciona basicamente como a Last.FM. Você bota um som para tocar e o programa monta uma lista de 25 músicas com características parecidas. Dá para salvar as playlists e sincronizá-las com o iTunes, que tem o mesmo recurso. Aliás, ele só funciona no iPod se o seu iTunes estiver atualizado, já com essa função disponível.

Mesmo com todas as novidades, muita coisa ainda ficou de fora. Na função de player, os padrões de equalização, definidos por estilo musical, satisfazem a maioria das pessoas normais. Mas para quem é mais maluco por áudio em altíssima qualidade, seria legal ter controles de freqüência ou mais opções na lista padrão. Do jeito que a coisa funciona, se você gosta de música mais pesada, precisa escolher a configuração Rock - é a mesma para ouvir de heavy metal a Legião Urbana.

O navegador, muito bom na visualização de páginas na internet, especialmente por conta da função multitoque da tela, fica devendo compatibilidade com Flash. Também não é possível reproduzir áudio diretamente de um site. Para um player, esse recurso seria bacana.

Mas o pior do iPod em todas as suas versões é depender do iTunes para tudo. Amando ou odiando o software, você precisa admitir que seria melhor ter a opção de colocar músicas nas suas listas apenas arrastando-as para uma pasta. Ainda bem que a versão 8 do programa, lançada há pouco tempo, ficou mais rapidinha. Dos males, o menor.